segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Reflexão sobre o texto de Lucas 18.35-43



“ele, porém, cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” Lucas 18.39b

Nem posso imaginar quantos pensamentos misturados havia na mente do cego de Jericó. A emoção que pode ter inundado o coração dele ao ser surpreendido pela informação de que o Filho de Davi estava passando por ali.  Ao reconhecer quem passava, ele pode testemunhar do cumprimento da promessa do Messias, essa é, sem dúvida, uma das suas maiores alegrias. Além de saber que era possível ser curado pelo Filho de Davi.

Além de reconhecer O Messias, ele também reconhece a sua situação de miséria, quando clama pela misericórdia de Jesus. Ele reconhece que necessita daquele que está passando, não apenas por uma necessidade óbvia de ser curado, mediante sua condição de cego, mas também a de ser salvo e livre das trevas que pairavam não só em sua visão humana, mas também espiritual. Esse fato se confirma quando Jesus afirma: “recupera a tua vista; a tua fé te salvou”. São dois fatos distintos que acontecem.

O primeiro é que ele volta a enxergar (“recupera a tua vista”). E, essa condição de cego na sociedade daquela época era uma circunstância de grande humilhação e desprezo. Então Jesus vem e devolve a visão para ele, o Messias muda a condição social de humilhação que aquele homem vivia. Mas, para este homem, isso só foi possível por que ele reconheceu a necessidade da misericórdia de Deus, que estava em seu Filho Jesus. Quantas vezes talvez uma circunstância desagradável em nossa vida social não muda pela falta do reconhecimento da misericórdia ou mesmo da graça de Deus? Reconhecimento de nossas limitações. “atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus” Hb 12.15a. Foi necessária coragem, humildade e humilhação diante Daquele que podia revolucionar a vida do que antes era cego. Nesse momento o orgulho foi quebrado, ele GRITAVA, pois aquela era a sua grande oportunidade. Imagina a cena: um homem cego gritando, sozinho, no meio da rua, por outro homem (Jesus)- que muitos dos farizeus diziam ter demônios, mas agora trouxe vista ao cego. A humilhação já passou; agora ele segue cantando e glorificando a Deus.

A segunda é que ele é salvo “a tua fé te salvou”. A sua atitude de fé e confiança naquele que ia passando produziu salvação em sua vida. Ele é que tem todo poder para salvar. O cego não temeu àqueles que diziam para ele calar a boca, antes ele foi corajoso e cada vez mais ele GRITAVA. Ele, talvez, pudesse ser apedrejado ou morto, mas ele não temeu nem voltou para trás, antes prosseguiu em seu mais audacioso desafio: alcançar a misericórdia do Messias, o qual antes já havia dado admoestações sobre esse assunto aos seus discípulos: “amigos meus: não temais os que matam o corpo e, depois, nada mais podem fazer. Eu, porém, vos mostrarei a quem devei temer: Temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer.”Lc 12.4-5. E, agora, reconheço que Jesus percebeu essa posição na atitude de fé daquele homem, o qual reconheceu o Messias e não deveria mais temer à homens, e sim, a Deus. Pois, Este sim o podia tirar daquela situação miserável.

É necessário humildade, e ainda, o reconhecimento da nossa miséria como homens sem Deus, para sermos salvos pelo Messias. Andando cegos e errantes pelo mundo, o qual a todo o momento nos leva à muitos caminhos de morte. Vivendo toda sorte de engano e mentiras. Até quando será necessário viver dessa forma, uma vez que o Messias está passando e pode ser a sua vez de clamar por ele, com toda coragem, humilhação e humildade? Àqueles que já foram alcançados por essa graça, que está em Cristo Jesus, que prossigam em novidade de vida, abandonando toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus  (2 Co 10.5).

Autora: Marcela Cristina de Sena Siqueira. =)

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