A educadora Elypaschoalick critica e condena o Projeto de Lei 267/11, pois segundo ela, “Abre-se mais uma porta para a saída (exclusão – retirada) dos estudantes do sistema escolar e desta vez a porta dá diretamente na cadeia”
A escola não necessita de força extra para colocar ordem e decência, a
escola necessita de estrutura educacional para formar cidadãos com
ordem e decência. A escola não necessita de novas regras, já existe o
regimento escolar que prevê suspensão o que aliás, se torna, pela minha
observação prática de mais de 40 anos de cátedra, um prêmio e um troféu
ao aluno, que sem identidade positiva no ambiente escolar, só lhe resta
“comemorar” seus feitos exibindo o troféu da suspensão e o slogan: “não
tô nem aí”, que já foi até cantado nas paradas de sucesso deste país
continental.
De acordo com a autora e relator do projeto de lei 267;11,”a
indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas
brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta
assustadoramente”. Ela diz que, além dos episódios de violência física
contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos
casos, acabam sem punição.
É muito mais momento de reflexão do que de emissão de leis
repressivas. Que a escola não vai bem, isto é posto. Pais, filhos,
profissionais, estão todos infelizes dentro destas instituições. Mas
sinceramente, quando a comunidade está descontente e a liderança impõe
regras repressivas me “cheira” à ditadura. Voltamos a ela nas
instituições que deveriam ser a vanguarda da democracia e conquista da
autonomia?
Quero finalizar este artigo transcrevendo uma frase da educadora
Maria Montessori quando se negou a dar entrevistas sobre educação na
Itália dominada pelo ditador Mussolini: “Os pequenos abusos de poder
legitimam os grandes” . Será que é por este motivo que os políticos
brasileiros inspiram e aprovam abusos de poder como é este projeto de
lei 267/11?
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